LUANDA — O sector mineiro angolano continua a atrair investimentos internacionais, impulsionado por novas políticas de diversificação económica e modernização das infraestruturas logísticas ligadas ao Corredor do Lobito.
Segundo dados apresentados durante um fórum económico realizado em Luanda nesta semana, empresas estrangeiras demonstraram interesse crescente na exploração de cobre, lítio e minerais raros, considerados estratégicos para a transição energética global.
O Ministério dos Recursos Minerais afirmou que o país pretende aumentar a capacidade de processamento interno dos minerais, reduzindo a exportação de matéria-prima bruta e incentivando a criação de empregos especializados.
“Angola possui um potencial geológico significativo e está a trabalhar para criar um ambiente mais competitivo e transparente para investidores”, declarou um representante do sector durante o evento.
Infraestrutura e logística
O Corredor do Lobito tem sido apontado como um dos principais motores para o crescimento da mineração regional. A reabilitação da linha ferroviária e a expansão portuária deverão facilitar o escoamento de minerais provenientes não apenas de Angola, mas também da República Democrática do Congo e da Zâmbia.
Especialistas acreditam que o projecto poderá transformar Angola num importante hub logístico para exportação mineral em África Austral.
Sustentabilidade em foco
Empresas do sector também anunciaram novos programas ambientais voltados para:
redução do consumo de água;
recuperação de áreas degradadas;
utilização de energia solar em operações mineiras;
capacitação de comunidades locais.
Analistas económicos consideram que o crescimento sustentável da mineração poderá fortalecer as receitas fiscais do país e reduzir a dependência do petróleo nos próximos anos.
Mercado internacional
A procura global por minerais críticos continua em alta devido ao crescimento da indústria de veículos eléctricos, baterias e energias renováveis.
Nos mercados internacionais, o preço do cobre e do lítio registou valorização nos últimos meses, aumentando o interesse de investidores por projectos africanos.






